O maior projeto da história da ciência brasileira está prestes a sair do papel. Nas próximas semanas deve ter início o trabalho de limpeza do terreno para construção do novo acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas. Com um anel de mais de 500 metros de circunferência, instalado num prédio de 250 metros de diâmetro – do tamanho de um estádio de futebol -, a nova máquina será cinco vezes maior e muito mais avançada do que a atual.
“Se você pensar numa infraestrutura dedicada exclusivamente à pesquisa, o Sirius é o maior”, diz o físico Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS.
A expectativa na comunidade científica é grande. A luz síncrotron (uma radiação eletromagnética de amplo espectro, que abrange desde o infravermelho até os raios X) é usada em várias áreas de pesquisa, como física, química, biologia, geologia, nanotecnologia, engenharia de materiais e até paleontologia. O acelerador funciona como um gigantesco microscópio, que os cientistas utilizam para enxergar a estrutura atômica e molecular de diferentes materiais (uma rocha, uma proteína, um fóssil, um cabo de aço ou um fio de cabelo), iluminando-os com os diferentes tipos de radiação síncrotron.
Será a única máquina do tipo na América Latina e apenas a segunda no Hemisfério Sul, além de uma na Austrália. Mais do que isso, suas especificações técnicas deverão colocá-la na linha de frente das melhores fontes de luz síncrotron do mundo. “O Sirius será a máquina de maior brilho na sua classe de energia”, garante Roque.
“Tem tudo para ser uma das melhores máquinas do mundo”, diz o físico francês Yves Petroff, ex-diretor do maior laboratório de luz síncrotron europeu (o ESRF) e ex-diretor científico do LNLS, que ajudou a projetar o Sirius. “É o projeto mais moderno que se pode fazer com a tecnologia hoje.”
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